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REVIEW | DUCK TALES - OS CAÇADORES DE AVENTURAS

Apesar de fazer mais tempo do que eu gostaria, me lembro com se fosse ontem que religiosamente acordava todas as manhã – sem ajuda do despertador – para assistir as séries de desenhos animados na TV aberta. Entre eles estava Duck Tales - Os Caçadores de Aventuras (DuckTales) que era transmitido nas manhãs do SBT e, sem sombra de dúvida, era o desenho mais aguardado por muita gente.


A rotina era muito simples. Acordava, lava o rosto e escovava os dentes, em seguida levava o cobertor para sala, corria para cozinha e preparava o leite com Toddy, pegava um pacote de biscoito recheado e voltava para sala. Isso tudo antes da famigerada música de abertura de Duck Tales começar, pois era como um ritual e eu sentia a necessidade de cantar junto:
Aí vem um furacão, vem emoção
Tem corrida e avião, tem sensação
Velhos castelos, belos duelos
Duck Tales uh-uh
São os caçadores de aventuras uh-uh
Todos eles são grandes figuras uh-uh
Nossos amigos enfrentam
Mas há perigos que afugentam
Tudo isso acontece em Duck Tales uh-uh
São os caçadores de aventuras Uh-uh
Todos eles são grandes figuras uh-uh
Por isso a garotada só quer Duck Tales uh-uh
Relembre da abertura de Duck Tales - Os Caçadores de Aventuras (e fique com a música na cabeça pelo resto da semana... rsrs):



Provavelmente, assim foi a infância da maioria das pessoas que nasceram em meados dos anos de 1980, cada um com sua respectiva variável, claro.

SOBRE OS CAÇADORES DE AVENTURAS

Com base nas histórias em quadrinhos de mesmo nome, DuckTales é uma série animada que foi produzida entre 1987 e 1990, criada por Carl Barks e teve seu episódio-piloto transmitido nos Estados Unidos em setembro de 1987. O desenho totaliza cem episódios de aproximadamente vinte e dois minutos, é uma das séries mais longa da Walt Disney, e foi dividida em quatro temporadas, além de receber um filme lançado após seu termino em 1990 intitulado Duck Tales e o Tesouro da Lâmpada Perdida.

Luiz Ricardo, apresentador do SBT.
No Brasil, Os Caçadores de Aventuras foi transmitido originalmente entre 1988 e 1996 pelo SBT. A dublagem dessa versão, que ficou a cargo do grupo Hebert Richers, tornou-se clássica assim como sua a música de abertura, interpretada por Luiz Ricardo – um dos artistas que fazia o Bozo nos anos de 1980. Posteriormente, outras dublagens e interpretações da música tema foram feitas para a exibição do desenho em outros canais, entretanto o desenho é lembrado com carinho por conta da versão apresentada pela emissora de Silvio Santos.

Duck Tales não tinha uma narrativa linear. Cada episódio apresentava uma aventura diferente e às vezes havia histórias que abrangiam dois capítulos. Em sua maioria, as aventuras tinham com protagonista o pato mais rico do mundo, Tio Patinhas, que por tabela envolvia sua família, seus amigos e inimigos em viagens pelo mundo, conhecendo outras cultura e novas formas de aumentar e conservar sua fortuna.

MUITOS PERSONAGENS

Duck Tales apresentava uma vasta gama de personagens em seus episódios. Além dos bem conhecidos Tio Patinhas, Donald e seus sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luisinho, o desenho acrescentou ao universo Disney outras figuras, como: Leopoldo e Madame Patilda, ambos empregados na mansão de Patinhas. Havia também Patrícia, neta de Patilda. Outro funcionário do pato milionário era Capitão Boeing, seu piloto particular.

Contudo, Tio Patinhas acumulava amigos tanto quanto inimigos: Pão Duro Mac Mônei, o segundo pato mais rico do mundo e rival de Patinhas. Já a Maga Patalógika era uma feiticeira que a todo custo almeja a Moeda Número Um de Tio Patinhas para derretê-la e fazer um amuleto que a faria a pata mais rica do mundo. E por fim, a família Metralha, que sempre tentava roubar a caixa forte do do riquíssimo pato, mas sempre se frustravam.

Esses foram apenas alguns dos personagens mais recorrentes da série que trouxe muitos outros não tão freqüentes, mas que enriqueciam substancialmente as pequenas tramas da série animada.

PADRÃO DISNEY DE QUALIDADE

Um dos pontos altos do desenho era a qualidade da animação, que mesmo sendo de décadas atrás, em relação a era da alta definição, possuía uma estética bem polida, com animação suave, preenchida com muitos quadro por segundo – era perceptível o esmero que a Disney tinha com suas animações para TV, diferente dos muitos “efeitos práticos” usados nos dias de hoje.

DUCK TALES EM OUTRAS MÍDIAS

Além da série animada, do filme e das revistas em quadrinhos, Duck Tales também teve suas aventuras retratadas nos videogames. Em 1989, Duck Tales, foi lançado pela Capcom para NES (Nintendo Entertainment System). O game fez sucesso, muito sucesso e isso deve também a competente equipe desenvolvimento que incluía o designer Keiji Inafune (Mega Man), o produtor Tokuro Fugiwara (Ghost n’ Goblins) e o músico Yoshihiro Sagagushi (Final Fight).

Por Jeferson dos Santos

REVIEWS | OS ANIMAIS DO BOSQUE DOS VINTÉNS

Os Animais do Bosque dos Vinténs,animação clássica que foi exibida pela TV Cultura.

Os Animais do Bosque dos Vinténs é uma bela animação que no Brasil foi exibida na década de 1990. O desenho foi baseado nos livros infantis do escritor inglês Colin Dann. Aqui a série fez um enorme sucesso, sendo transmitida por seis anos seguidos pela TV Cultura. Seus personagens bem desenvolvidos e cheios de carisma – cada um a sua forma – conquistaram toda uma geração de fãs e é lembra com muito carinho até os dias de hoje devido a sua forte carga emocional.

O AUTOR

Colin Dann nasceu no dia 30 de agosto de 1943 em Richmond, Surrey, um condado ao sul da Inglaterra. Dann trabalhou numa empresa de publicações chamada William Collins, Sons por treze anos, mas é mais conhecido por ser autor da famosa série de livros infantis Os Animais do Bosque dos Vinténs, que foi escrita durante o período em que prestou serviços a editora e teve como capista o artista Frances Broomfield.

DAS PÁGINAS ÀS TELAS

Em 1993, Os Animais do Bosque dos Vinténs virou uma série animada em três temporadas criada pela European Broadcasting Union - União Europeia de Radiodifusão (EBU-UER) entre 1992 e 1995 e produzida pela Telemagination, sediada em Londres e pela La Fabrique, com sede em Montpellier, na França. A Telemagination também é conhecida por animações como The Telebugs (1986), Noah's Island (1997) e Rudi & Trudi (2006). A animação baseada na obra de Colin Dann foi transmitida primeiramente na Alemanha e no Reino Unido e não muito tempo depois foi exibida em outros países, inclusive no Brasil.


De 1993 a 1999 o desenho Os Animais do Bosque dos Vinténs fez sucesso na TV Cultura que exibiu sucessivamente as duas primeiras temporadas. Entretanto, a série teve sua transmissão encerrada sem o publico infanto-juvenil ter conhecido a terceira e ultima temporada do desenho – há quem diga que o corte ocorreu por conta do teor depressivo, que abordava sobrevivência e morte, mesmo com um moral de amizade, união, superação e igualdade entre seres tão diferentes.

BASICAMENTE..

Seguindo a estrutura dos livros, a animação de Os Animais do Bosque dos Vinténs conta a história de um grupo de animais que são forçados a deixarem seu habitat, o Bosque dos Vinténs. A evasão do grupo se deve à modernidade e a expansão desenfreada das cidades que pouco a pouco sobrepõem às florestas. Assim, os animais convenientemente se unem e juntos somam forças para enfrentar diversos desafios que se apresentam ao longo da fuga liderada pela astuta Raposa.



APELO EMOCIONAL É A RECEITA DO SUCESSO

O desenho traz boas lições às crianças sobre como enfrentar os obstáculos que surgem na vida, a socialização entre pessoas de raças e crenças distintas, o respeito que se deve ter aos animais e ao meio ambiente como um todo. Para ser efetiva em sua abordagem, a animação apelava as emoções do público, com personagens profundos tanto psicologicamente quando emocionalmente, distintos, cheios de carisma.

A primeira temporada da série foi baseada no livro Animals of Farthing Wood. Para a segunda temporada os livros In the Grip of Winter, Fox's Feud e The Fox Cub Bold serviram como base. Já a terceira e última foi inspirada nos livros In the Path of the Storm e Battle for the Park.

Recordar é viver. Confira o vídeo de abertura de Os Animais do Bosque dos Vinténs:



Por Jeferson dos Santos

REVIEW | O SENHOR DOS ANÉIS (ANIMAÇÕES)



Em dezembro de 2001, Peter Jackson contemplou o mundo com o filme O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel e nos dois anos seguintes o cineasta levou às telonas As Duas Torres e O retorno do Rei, concluindo assim sua obra baseada no romance épico do cultuado escritor J.R.R. Tolkien (1892-1973). Dez anos depois da estréia do ultimo filme da saga do anel o visionário diretor neozelandês nos felicita uma vez mais dando vida a outro clássico de Tolkien: O Hobbit. Este com o subtítulo de Uma Jornada Inesperada sendo a primeira parte de três.

A TERRA MÉDIA ALÉM DOS LIVROS

Olhando para o passado com um pouco mais de atenção, é perceptível que não é a primeira vez que as obras de Tolkien ganham outras mídias. O Hobbit e a trilogia de O Senhor dos Anéis já haviam sido adequados as telas nas décadas de 1970 e1980, mas em forma de animações em 2D.

Em 1977, Arthur Rankin Jr e Jules Bass adaptaram o livro O Hobbit para a TV americana usando o mesmo método de animação que a Disney, a rotoscopia. Em 1978, o design de animação, Ralph Bakshi, produziu o longa-metragem de A Sociedade do Anel que abrangia também a primeira metade de As Duas Torres, a outra metade ganhou vida com O Retorno do Rei em 1980 sob o comando de Rankin Jr e Bass novamente.

UM DESENHO NÃO TÃO ANIMADO

Das três animações, O Hobbit é a que se sai melhor, pois mantém o clima do livro, com canções e a proposta de jornada. Já as demais até seguem pelo mesmo caminho, conceitualmente falando, mas falham... falham mesmo. Visualmente, A Sociedade do Anel e O Retorno do Rei são pobres, pois é evidente e contrastante as gafes técnicas da produção. Há momentos em que a animação é mal desenhada mesmo, chegando a incomodar.


Talvez esses problemas estéticos tenham sido por conta do baixo orçamento, uma vez que Rankin Jr e Bass não contavam com 300 milhões de dólares para produzir suas animações, assim como Peter Jackson teve desenvolver sua épica trilogia. De qualquer forma, os desenhos animados - ou mal animados - ajudaram a propagar a fama dos livros nos anos seguintes.

FICA A DICA

O Senhor dos Anéis e O Hobbit são dois dos maiores marco da cultura nerd/pop de todos os tempos, por isso fica aqui a recomendação dessas raridades, já que vale à pena conferir e prestigiar essas obras animadas que têm outros ponto de vista e outro método para nos apresentar algo que já está fortemente estabelecido em nosso consciente.

Confira O Hobbit completo (em inglês):



Confiram um trecho de O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel (dublado em português):



Confiram um trecho de O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel (legendado em português):



Confiram um clipe de O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei (legendado em português):



Por Jeferson dos Santos