CRÍTICA | Abraham Lincoln - Caçador de Vampiros

O filme do 16º presidente dos EUA, que nas horas vagas caça criaturas das travas, é um ótimo entretenimento.

CRÍTICA | Battleship – A Batalha dos Mares

Mesmo sendo um filme mediano Battleship é divertido, mas facilmente esquecido.

CRÍTICA | Fatal Frame

Um jogo de terror que até então era diferente de tudo o que se havia feito.

SE LIGANDO | Batman e Christohper Nolan

Com os filmes do cavaleiro de Gotham, Nolan reinventou a forma de se fazer filmes de super-heróis.

SE LIGANDO | Apocalipse Zumbi ao Extremo

A tendência do fim eminente assume lugar de destaque na cultura pop.

Mostrando postagens com marcador SILENT HILL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SILENT HILL. Mostrar todas as postagens

REVIEW | TERROR EM SILENT HILL - REVELAÇÃO

O Cabeça de Pirâmide também está de volta.
Depois dos eventos do primeiro filme a expectativa pela continuação de Terror em Silent Hill era grande, pois até então era (e é) a melhor adaptação de um jogo de videogame para o cinema, uma vez que ele respeita conceitualmente sua origem com uma história convincente e personagens bem caracterizados. Com essa estrutura consistente, tudo ali é agradável aos fãs de cinema e a comunidade gamer.

DEPOIS DE UMA LONGA ESPERA

Desde então, seis anos de espera se passaram até que finalmente Terror em Silent Hill - Revelação chegou às telonas americanas. Infelizmente, toda a perspectiva que foi gerada com base no primeiro longa foi de longe superada pela decepção. A má aceitação do público e da crítica especializada tem fundamento, já que tudo o que foi desenvolvido anteriormente foi sumariamente negligenciado.

Heather Mason no parque de diversões de Silent Hill.
Neste segundo filme, Michael J. Bassett (Solomon Kane - O Caçador de Demônios) é responsável pela direção e argumento do longa-metragem indo contramão do que Christophe Gans como diretor e Roger Avary como roteirista fizeram de bom no filme original. A impressão que fica é de que Bassett fundamentou-se apenas nos erros do primeiro longa e os expandiu.

O TERROR NÃO ESTÁ EM SILENT HILL

Não há terror e nem mistérios aqui, o previsível salta os olhos a cada cena deixando uma constante sensação de “déjà vu” até mesmo para quem não conhece o jogo. Por mais de uma vez é possível se pegar pensado “Eu sabia que isso ia acontecer!”, o que tira todo e qualquer elemento surpresa da película diminuindo substancialmente a experiência do medo.

Heather Mason no parque de diversões de Silent Hill.

Por exemplo, numa cena a protagonista está num parque de diversões ao lado do famigerado coelho cor-de-rosa de pelúcia da série de jogos, a câmera foca nela depois no coelho e volta para ela, antes de focar o coelho novamente já há como saber por convicção que o maldito coelho vai se mexer e assim não há mais com o que se assustar.

DE VOLTA À SILENT HILL

Sendo uma continuação direta do primeiro longa e claramente baseado no terceiro game da série Silent Hill, em Revelação vemos Heather Mason (Adelaide Clemens) e seu pai (Sean Bean), em uma fuga constante de forças malignas que eles não compreendem. As vésperas de seus 18 anos, a garota é perturbada por pesadelos povoados por criaturas e eventos bizarros e como se não bastasse seu pai desaparece misteriosamente.

Nem as enfermeiras salvaram o filme.

Desesperada para encontrá-lo, Heather vai à Silent Hill com ajuda de Vincent (Kit Harington), um garoto que estuda no mesmo colégio que ela. Chegando à cidade fantasma não há enigmas e nem história convincentes para justificar todas as questões levantadas na trama, restando apenas fugir de alguns monstros até os créditos subirem pela tela.

TÁ TUDO ERRADO NESSA CIDADE!

Os equívocos seguem junto à parte técnica. Enquanto o filme de Christophe Gans soube usar as referencias artísticas do jogo, Michael J. Bassett não soube ao menos manter o mesmo nível qualidade. Os cenários fora de Silent Hill agradam e sugerem boa imersão, mas na cidade que dá nome ao longa tudo é muito pobre, não se tem a ilusão de uma localidade e sim de um cenário montado.

Alessa não é mais aquela...

Os efeitos especiais também não evoluíram muito com o tempo e isso fica evidente na “neblina” que assola a cidade, muitas vezes esta parece estar percorrendo a tela e não o cenário. A computação gráfica também é fraca assim como a maquiagem dos monstros. Por falar neles, as criaturas que perambulam neste filme são as mesmas do filme anterior – com exceção de uma espécie de aranha gigante feita com peças de manequins.

CONSIDERAÇÕES

"Reza a lenda" que Silent Hill iria para o cinema em forma de uma trilogia e seguindo o desfecho deste filme isso passa a ser provável, mas se seguir a qualidade do mesmo e aceitação de público a franquia da Konami talvez não veja as telonas novamente tão cedo – assim espero.

AVALIAÇÃO: Rum

FICHA TÉCNICA

TÍTULO ORIGINAL: Silent Hill: Revelation 3D
GÊNERO: Terror, Aventura
ORIGEM: EUA
ANO: 2012
DIREÇÃO:  Michael J. Bassett
ROTEIRO: Michael J. Bassett
ELENCO PRINCIPAL:  Adelaide Clemens, Kit Harington, Carrie-Anne Moss, Sean Bean e Radha Mitchell

Confira o trailer de Terror em Silent Hill - Revelação:



Por Jeferson dos Santos

Veja também a crítica sobre Terror em Silent Hill.

REVIEW | TERROR EM SILENT HILL

Adaptações de outras mídias para o cinema sempre geram polêmicas, pois há a expectativa de que os filmes façam jus às obras originais. Filmes baseados em livros e histórias em quadrinho se tornaram recorrentes e, entre altos e baixos, vêem dando muito certo. Infelizmente, o mesmo não pode ser dito em relação a filmes baseados em jogos eletrônicos, que na maioria das vezes são levados às telonas de forma tosca, contudo Terror em Silent Hill tornou-se um divisor de águas, sendo até aqui a melhor adequação dos games para o cinema.


CONTEXTUALIZANDO

Silent Hill é o jogo de videogame desenvolvido pela Konami lançado para PlayStation em 1999. Pertinente ao gênero survival horror (terror e sobrevivência), o jogador assume o papel de um personagem que precisa enfrentar criaturas sobrenaturais, resolver enigmas macabros e lutar pela sua sobrevivência a fim de encontrar sua filha que está perdida na cidade fantasma que dá nome ao game.

BOA INTENÇÃO COM MÁ DIREÇÃO

Dirigido por Christophe Gans (O Pacto dos Lobos) e roteirizado por Roger Avary (A Lenda de Beowulf), Terror em Silent Hill foi bem aceito tanto pelos fãs de cinema quanto pela comunidade gamer que cultua o jogo. Contudo, mesmo sendo visualmente bem adaptado o filme não é perfeito, pois sofre com o roteiro mal estruturado que torna tudo muito previsível – até para quem não conhece franquia.

A problemática da narrativa é reforçada pela ausência de suspense, ou seja, mesmo tendo uma natureza tão rica esteticamente quanto conceitualmente a disposição como Silent Hill, Avary e Gans antecipam os momentos de tensão fazendo com que o espectador perceba o que pode acontecer eliminando assim elemento surpresa e deixando apenas a aflição e uma breve perturbação em função do contexto.

BASICAMENTE, A MESMA TRAMA DO GAME

A série da Konami tem um universo bem configurado com muitas expansões permitindo que a partir dele boas histórias sejam construídas, mas não é o caso aqui. No filme, Rose, interpretada por Radha Mitchell, é a personagem principal que está à procura de sua filha Sharon (Jodelle Ferland) em Silent Hill, uma cidade parcialmente abandonada, cercada por montanhas, contaminada por segredos e a mercê de uma incessante névoa.

A busca por Sharon implica em Rose desvendar os segredos de uma seita e suas práticas de sacrifício que estão ligadas diretamente ao que aconteceu com a cidade. Enquanto isso, no segundo e menos desenvolvido núcleo da trama, Christopher (Sean Bean) se dirige a cidade fantasma a procura de Rose e Sharon, sua esposa e filha respectivamente.

UMA CIDADE BEM CONSTRUÍDA E MÚSICAS PERTURBADORAS

Visualmente o longa-metragem é impecável. A fidelidade com que a cidade foi construída é incrível e remete diretamente ao que no jogo. Também vale ressaltar a caracterização dos seres que vagam por Silent Hill, é perceptível o respeito que a equipe de produção teve em mantê-los o mais familiar possível as suas origens, enquanto os bons efeitos visuais acrescentam e definem ainda mais a identidade do filme.

Outro acerto é a trilha sonora, todas as músicas são originárias da série de jogos e compostas por Akira Yamaoka. Claro que mixagens foram necessárias para adequá-las ao longa, contudo o processo foi supervisionado pelo próprio compositor garantindo assim a qualidade de sua obra. A sonoplastia mesmo não sendo tão bem elaborada também nos direcional ao game, o que é uma coisa boa.

CONSIDERAÇÕES 

Terror em Silent Hill não acerta em tudo, mas seus acertos são válidos e honram sua matéria prima fazendo de si uma adaptação justa com algumas modificações necessárias. O roteiro e, em especial, a direção são os únicos elementos que empobrecem o filme tornando-o superficial.

AVALIAÇÃO: Bom

FICHA TÉCNICA

TÍTULO ORIGINAL: Silent Hill
GÊNERO: Terror, Aventura
ORIGEM: EUA
ANO: 2006
DIREÇÃO:  Christophe Gans
ROTEIRO: Roger Avary
ELENCO PRINCIPAL:  Radha Mitchell, Sean Bean, Laurie Holden, Deborah Kara Unger, Alice Krige e Jodelle Ferland

Confira o trailer de Terror em Silent Hill:



Por Jeferson dos Santos