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SE LIGANDO | RESIDENT EVIL: CONHEÇA OS PROTÓTIPOS DA SÉRIE QUE NUNCA FORAM LANÇADOS

Iniciada em 1996 no PSOne, Resident Evil hoje é uma franquia multimídia de repercussão mundial. Nos videogames, RE nunca foi precursora do gênero survival horror, pois tal prerrogativa pertence a Alone in the Dark, contudo o carro chefe da Capcom tornou-se referência no estilo logo nos seus primeiro passos. De lá para cá, muitos projetos com a marca Resident Evil chegaram ao mercado: livros, filmes, HQs, hot toys e animações. Mas, tratando-se de sua principal plataforma, os videogames, RE carrega mistérios e curiosidades que assolam o imaginário dos fãs. Tratam-se das versões nunca lançadas.

RESIDENT EVIL E UMA QUASE SEQUÊNCIA 

Lançado em 1996, Resident Evil é considerar por muitos um dos melhores jogos do PSOne, pois Capcom foi um sucesso que garantiu vários momentos de susto e tensão, abrindo horizontes para que muitos outros títulos baseados no gênero chegassem aos consoles nos anos seguintes, refinando a experiência e conferindo ainda menos noites dormidas.
consolidou um gênero até então pouco disseminando, o terror de sobrevivência Com jogabilidade evasiva, história intrigante e personagens marcantes, o game da

Naturalmente, para não dizer convenientemente, Resident Evil merecia uma continuação e a Capcom na época percebeu o potencial do produto que havia lançado. Tão logo, a produtora japonesa colocou a mão na massa para dar continuidade a criação de Shinji Mikami. Resident Evil 1.5 (ou Resident Evil 2 - Prototype) chegou a quase 80% de seu desenvolvimento e estava planejado para ser lançado em março de 1997 para PlayStation e no ano seguinte para Sega Saturn, mas foi descartado faltando alguns poucos meses para seu lançamento.

RESIDENT EVIL 1.5

A proposta narrativa de RE1.5 não era muito diferente da versão oficial que desembarcou no mercado em 1998. Entretanto, o maior diferencial entre as versões são os personagens. Alguns foram totalmente substituídos por novos enquanto outros tiveram funções remanejadas durante a trama, mantendo apenas a figura de Leon S. Kennedy preservada em sua totalidade.

Claire Redfield, jamais existiu em Resident 1.5, sua equivalente era Elza Walker, uma jovem apaixonada por motos – sem relação alguma com Chris Redfield – que estava na maldita cidade a procura de outros fanáticos por velocidade a fim de montar uma equipe de corrida. Ao chegar a Raccoon City, Elza percebe a infestação de mortos-vivos que tomou a cidade e tão logo quanto possível ela foge para delegacia de polícia buscando abrigo.

Linda, uma cientista da Umbrella Corporation antes da companhia ser embargada, não era o interesse romântico de Leon, assim como sua versão final, Ada Wong, mas matinha as características da bela personagem oriental, assim como aparecer do nada e do nada desaparecer. Infelizmente, ela é um dos muitos personagens que não sobreviveram a transição de Resident Evil 1.5 para Resident Evil 2.

Concept art dos personagens
 Além dos protagonistas, os inimigos de RE1.5 também eram controversos em relação ao game clássico, pois haviam vários tipos de zumbis no protótipo, gordos, magros, de diferentes sexos e etnias, além de que apareciam em maior quantidade no display do jogo com ações distintas. A gama de inimigos ia além dos zumbis, tais como, monstros metade homem metade aranha, gorilas gigantes, dobermans,  pastores alemães e entre outros.

Concept art dos inimigos
Apesar do potencial, a versão beta Resident Evil 2 nunca veio a público, pois a própria Capcom afirmou que mesmo em fase de finalização o jogo estava mais para uma expansão do original do que uma continuação propriamente dita, não trazendo nada de novo ao universo recém-criado pelo game, o que por consequência  decepcionaria os fãs já conquistados.

Sendo assim, a produtora reformulou a equipe de desenvolvimento e começou o game novamente do zero, desde concept art as mecânicas de jogo. Claro que muito do material original foi reaproveitado, mas conceitualmente era um novo game que estava por vir e que se consolidaria como um grande clássico na história dos videogames.

Vídeo de jogabilidade com Leon:



Vídeo de jogabilidade com Elza:



RESIDENT EVIL 4

Lançado em janeiro de 2005 para a geração passada de consoles, Resident 4 foi um divisor de águas, pois abria mão do gênero survival horror para admitir uma jogabilidade de ação, além de seus quebra-cabeças passarem a ser  de soluções simples não exigindo muito raciocínio do jogador. Na época houve muita polêmica, já que os fãs mais "xiitas" da série torceram o nariz para tais mudanças enquanto esse novo estilo chamava a atenção de novos seguidores para a franquia mais rentável da empresa.



Assim como Resident Evil 2  teve sua versão beta descartada, Resident Evil 4 também teve seus protótipos escondidos e fora de alcance do público. No entanto, os experimentos de RE4 renderam bons frutos, mesmo com a mídia especializada, na época, desdenhando do projeto em seus previews, alegando que a série já estava impregnada com mais do mesmo e que Resident 4 não seria nada mais que um “Ctrl C + Ctrl V” bem vestido do CODE: Veronica, lançado dois anos antes.

RESIDENT EVIL 3.5 E DERIVADOS

O projeto Resident Evil 4 rendeu quatro versões que foram rejeitadas até a versão final chegar as lojas em 2005. Durante a concepção do jogo, a equipe de desenvolvimento já tinha em mente fazer um game focado nas estratégias de batalha, mas isso acabou se distanciando por demais das raízes de RE. Mas a ideia não era ruim, só não era Resident Evil, por isso a Capcom usou esse novo conceito e o aplicou em um novo game. Devil May Cry foi lançado em 2001.

De volta à mesa de projetos, o início do desenvolvimento da segunda versão de Resident Evil 4 se deu com o anúncio de exclusividade da série Resident Evil ao GameCube, para a frustração dos proprietários do PlayStation 2. O contrato entre a Capcom e a Nintendo assegurava que seis jogos da franquia seriam exclusivos da Nintendo a partir de 2001: os já lançados Resident Evil 2, 3 e CODE: Veronica, um remake de RE1, o prólogo RE0 e o até então inédito RE4.

No décimo primeiro mês de 2002, o mundo conferiu o primeiro trailer de Resident Evil 4, onde Leon invadia base da Umbrella em busca da cura para um vírus que tomou conta de seu corpo. Informações da trama eram escassas, a Capcom afirmava que a origem do vírus Progenitor seria revelada e levaria o protagonista ao centro da corporação farmacêutica. Essa versão também foi abortada, devido às muitas semelhanças com Resident Evil CODE: Veronica.

Apesar de o projeto ter sido abandonado, a ideia da infecção de Leon não foi descartada, apenas alterada. O agente passaria a ter alucinações causadas pelo vírus e nesses devaneios objetos estáticos ganhariam vida para atacar o personagem, ou seja, tudo seria uma ameaça e para reforçar a tensão da partida, por vezes, uma névoa em forma humana carregando um gancho perseguiria Leon em determinados momentos da partida e quando a tal fumaça viesse a se materializar poderia ser derrotada a custo de muita munição.

Sobre essa versão, dois vídeos de jogabilidade foram divulgados em 2003. Porém, mais uma vez o jogo foi descartado e desta vez por tratar do sobrenatural e uma vez mais se afastar da origem da série. Muito desta variante já estava pronto, o que permitiu a Capcom a usar toda a estrutura deste RE3.5 para conceber Haunting Ground, que chegou ao mercado em abril de 2005.

Ainda em 2003, Shinji Mikami apresentou à Capcom um novo roteiro onde Leon estava em missão na Espanha, num isolado vilarejo contaminado pelo T-Virus e sem nem mesmo esperar por uma versão jogável a empresa excluiu a ideia de zumbis por temer novamente a mesmice, fora isso todo o restante foi prontamente aprovado, incluindo a trama. O resultado de todos esses anos de produção chegou às lojas em janeiro de 2005.

Vídeo de jogabilidade de Resident Evil 3.5 (4):



OUTROS RESIDENTS EXCLUÍDOS...

Resident Evil 1.5 e Resident Evil 3.5 são as versões betas mais famosas da série de videogames da Capcom na internet, contudo há versões de outros Residents que também foram descartados, cada um por um motivo específico:

  • Resident Evil Dash (Sega Saturn)
Foi citado pela primeira e única vez no final de 1996 e seria exclusividade do Sega Saturn, mas foi abandonado para não atrasar a produção de Resident Evil 2. RE Dash foi o primeiro jogo cancelado de toda a série Resident Evil.

  • Resident Evil 0 (Nintendo 64)
Começou sendo produzido no Nintendo 64. Na época, os produtores alegaram que o sistema de cartuchos iria ter um tempo de loading menor exigido pela troca de personagens no jogo, mas a produção do game migrou para o GameCube no meio de seu desenvolvimento.

  • Resident Evil (Game Boy Color)
Uma adaptação do jogo original para PlayStation, onde o gráfico tridimensional seria recriado através de um processo de compressão de imagens. O projeto foi cancelado devido à baixa qualidade visual e um título reserva surgiria de acordo com os limites do hardware, eis Resident Evil Gaiden.

  • Resident Evil 2 (Game.com)
Em 1998, Resident Evil 2 chegava ao portátil Game.com e continha apenas a aventura de Leon, já que a campanha de Claire chegaria posteriormente em um novo cartucho, mas devido a falência quase que instantânea do console a outra metade do título nunca chegou a ser lançada.

  • Resident Evil 5 (PlayStation 3 e XBox 360)
Um teaser do jogo foi liberado em 2005 e revelava Chris em uma aldeia cercado por inimigos em quantidades absurdas. Aparentavam ser africanos infectados com algum tipo de vírus. O vídeo foi vítima de várias acusações de racismo por conter um protagonista branco matando uma infinidade de negros que foram postos como monstros assassinos e por isso muitos aspectos do game foram alterados. Até inimigos de outras etnias precisaram ser inseridos no contexto do jogo antes de RE5 chegar à versão comercializada.

SEMPRE HAVERÁ BETAS

Versões de teste são produzidas a todo instante, pois é preciso verificar novas mecânicas de jogabilidade, tecnologias gráficas e sonoras e funcionalidades lógicas na área de programação ou até mesmo exibir tais recursos a investidores ou a mídia especializada para arrecadar apoio com o intuito de promover a conclusão de um projeto, e nada mais. Por isso, é improvável que esses protótipos venham público, entretanto o mais perto que chegamos desses betas são as versões demo que as produtoras disponibilizam em suas redes. Mas entre nós, seria muito legal poder apreciar todas essas variantes inacabadas de Resident Evil e perceber o universo alternativo e expandido dessa franquia tão querida há gerações.

Por Jeferson dos Santos

NEWS | DUCK TALES REMASTERED


Vinte anos depois, a Capcom surpreende a indústria dos games com o anuncio de Duck Tales Remastered, uma versão atualizada do clássico game do NES, com gráficos de alta definição desenhados a mão e rodando a belos 60 quadros por segundo. A promessa por parte da Capcom é uma mecânica mais precisa e jogabilidade mais intuitiva. O jogo será distribuído via download para PC, PS3 e Wii U em 13 de agosto deste ano e para Xbox 360 em 11 de setembro. As versões contarão com legendas em português, mas nada foi confirmado sobre localizar as dublagens do game em nosso idioma.



Veja o vídeo promocional de Duck Tales Remastered:



Assista o vídeo com mais o gameplay do jogo:



Por Jeferson dos Santos

NEWS | STRIDER HIRYU ESTÁ VOLTANDO...

Durante a Comic-Con, a Capcom revelou o que está por vir para PS3, PS4, X360, Xbox One e PC. Trata-se Strider, um game de plataforma em progressão lateral (gameplay side-scroll) e com visual 2,5D. Ainda não há confirmação se o jogo será disponibilizado em mídia física ou download, mas, de qualquer forma, será lançado no início de 2014.

O protagonista do game é Strider Hiryu, já conhecido de outras mídias, outras gerações de consoles e de jogos de outros gêneros, como luta em Marvel VS Capcom e RPG em Namco VS Capcom. O personagem é um agente secreto da corporação Strider, que ainda muito jovem alcançou o status "Classe A" dentro da organização e por mérito é considerado seu melhor assassino.

Strider Hiryu, ou apenas Strider, maneja uma espada de plasma, chamada de Cypher, que é capaz de cortar qualquer coisa. Complementando o arsenal, o ninja também faz uso de foices, correntes e pode até “invocar” bestas cibernéticas a sua vontade. Confiram o trailer de lançamento e o vídeo com gameplay de Strider...

Trailer localizado (em português):



Gameplay:



Por Jeferson dos Santos

REVIEW | DUCK TALES - OS CAÇADORES DE AVENTURAS

Apesar de fazer mais tempo do que eu gostaria, me lembro com se fosse ontem que religiosamente acordava todas as manhã – sem ajuda do despertador – para assistir as séries de desenhos animados na TV aberta. Entre eles estava Duck Tales - Os Caçadores de Aventuras (DuckTales) que era transmitido nas manhãs do SBT e, sem sombra de dúvida, era o desenho mais aguardado por muita gente.


A rotina era muito simples. Acordava, lava o rosto e escovava os dentes, em seguida levava o cobertor para sala, corria para cozinha e preparava o leite com Toddy, pegava um pacote de biscoito recheado e voltava para sala. Isso tudo antes da famigerada música de abertura de Duck Tales começar, pois era como um ritual e eu sentia a necessidade de cantar junto:
Aí vem um furacão, vem emoção
Tem corrida e avião, tem sensação
Velhos castelos, belos duelos
Duck Tales uh-uh
São os caçadores de aventuras uh-uh
Todos eles são grandes figuras uh-uh
Nossos amigos enfrentam
Mas há perigos que afugentam
Tudo isso acontece em Duck Tales uh-uh
São os caçadores de aventuras Uh-uh
Todos eles são grandes figuras uh-uh
Por isso a garotada só quer Duck Tales uh-uh
Relembre da abertura de Duck Tales - Os Caçadores de Aventuras (e fique com a música na cabeça pelo resto da semana... rsrs):



Provavelmente, assim foi a infância da maioria das pessoas que nasceram em meados dos anos de 1980, cada um com sua respectiva variável, claro.

SOBRE OS CAÇADORES DE AVENTURAS

Com base nas histórias em quadrinhos de mesmo nome, DuckTales é uma série animada que foi produzida entre 1987 e 1990, criada por Carl Barks e teve seu episódio-piloto transmitido nos Estados Unidos em setembro de 1987. O desenho totaliza cem episódios de aproximadamente vinte e dois minutos, é uma das séries mais longa da Walt Disney, e foi dividida em quatro temporadas, além de receber um filme lançado após seu termino em 1990 intitulado Duck Tales e o Tesouro da Lâmpada Perdida.

Luiz Ricardo, apresentador do SBT.
No Brasil, Os Caçadores de Aventuras foi transmitido originalmente entre 1988 e 1996 pelo SBT. A dublagem dessa versão, que ficou a cargo do grupo Hebert Richers, tornou-se clássica assim como sua a música de abertura, interpretada por Luiz Ricardo – um dos artistas que fazia o Bozo nos anos de 1980. Posteriormente, outras dublagens e interpretações da música tema foram feitas para a exibição do desenho em outros canais, entretanto o desenho é lembrado com carinho por conta da versão apresentada pela emissora de Silvio Santos.

Duck Tales não tinha uma narrativa linear. Cada episódio apresentava uma aventura diferente e às vezes havia histórias que abrangiam dois capítulos. Em sua maioria, as aventuras tinham com protagonista o pato mais rico do mundo, Tio Patinhas, que por tabela envolvia sua família, seus amigos e inimigos em viagens pelo mundo, conhecendo outras cultura e novas formas de aumentar e conservar sua fortuna.

MUITOS PERSONAGENS

Duck Tales apresentava uma vasta gama de personagens em seus episódios. Além dos bem conhecidos Tio Patinhas, Donald e seus sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luisinho, o desenho acrescentou ao universo Disney outras figuras, como: Leopoldo e Madame Patilda, ambos empregados na mansão de Patinhas. Havia também Patrícia, neta de Patilda. Outro funcionário do pato milionário era Capitão Boeing, seu piloto particular.

Contudo, Tio Patinhas acumulava amigos tanto quanto inimigos: Pão Duro Mac Mônei, o segundo pato mais rico do mundo e rival de Patinhas. Já a Maga Patalógika era uma feiticeira que a todo custo almeja a Moeda Número Um de Tio Patinhas para derretê-la e fazer um amuleto que a faria a pata mais rica do mundo. E por fim, a família Metralha, que sempre tentava roubar a caixa forte do do riquíssimo pato, mas sempre se frustravam.

Esses foram apenas alguns dos personagens mais recorrentes da série que trouxe muitos outros não tão freqüentes, mas que enriqueciam substancialmente as pequenas tramas da série animada.

PADRÃO DISNEY DE QUALIDADE

Um dos pontos altos do desenho era a qualidade da animação, que mesmo sendo de décadas atrás, em relação a era da alta definição, possuía uma estética bem polida, com animação suave, preenchida com muitos quadro por segundo – era perceptível o esmero que a Disney tinha com suas animações para TV, diferente dos muitos “efeitos práticos” usados nos dias de hoje.

DUCK TALES EM OUTRAS MÍDIAS

Além da série animada, do filme e das revistas em quadrinhos, Duck Tales também teve suas aventuras retratadas nos videogames. Em 1989, Duck Tales, foi lançado pela Capcom para NES (Nintendo Entertainment System). O game fez sucesso, muito sucesso e isso deve também a competente equipe desenvolvimento que incluía o designer Keiji Inafune (Mega Man), o produtor Tokuro Fugiwara (Ghost n’ Goblins) e o músico Yoshihiro Sagagushi (Final Fight).

Por Jeferson dos Santos

REVIEW | STREET FIGHTER ALPHA: GENERATIONS


Street Fighter é uma das franquias mais antigas e queridas dentro e fora dos videogames. Com tantos personagens carismáticos não seria estranho que a marca alcançasse outras mídias além dos jogos eletrônicos e assim foi. Street Fighter já caminhou por séries animadas, cinema, livros, hot toys, mangás (história em quadrinhos japonesa) e OVAs (animações lançadas diretamente para DVD/Blu Ray), sendo notável praticamente em todos os seguimentos do entretenimento.

IDENTIDADE ATRAVÉS DA COMPETÊNCIA

Street Fighter Alpha: Generations é um filme animado em 2D lançado em 2005, dirigido por Ikuo Kuwana e produzido pela própria Capcom. O longa é bem fundamentado em alguns personagens da famosa série de videogame, que recentemente alcançou seu 25 º aniversário. Em suma, Generations é uma bela animação que carrega consigo um visual diferente do que se está habituado a ver em relação aos trabalhos anteriores da empresa, sendo tão rústico quando belo.


O trabalho de Kuwana é muito suave, porém dinâmico. A animação em si é fluida e conta com belas cenas de luta entre os personagens, todas muito bem coreografadas com movimentos que correspondem aos seus respectivos lutadores. A expressividade e a naturalidade dos movimentos dos personagens impressionam e são bem apoiados pelo excelente trabalho de animação.

A paleta de cores também é branda e justifica perfeitamente o clima dramático da trama, que se ressalta com a dublagem que é tão competente quando a sonoplastia e a trilha sonora. Essa ultima por sua vezes embala o filme otimizando a imersão e a relação que o espectador tem com cada um dos personagens.

ONDE O PASSADO E O PRESENTE SE ENCONTRAM

Diferente dos outros OVAs baseados no principal jogo de luta da Capcom, este não é focado apenas na jornada de Ryu e seus amigos, o filme vai atrás da origem de um dos personagens mais “apelões” e queridos da franquia, Gouki – ou Akuma, como é conhecido fora do Japão. De início, a animação já revela a aparência humana de Gouki quando ele ainda treinava com seu irmão, Gouken, no dojo de seu mestre, Goutetsu.

Nessa época, Gouki tinha crises de possessão por conta de uma força negra que aos poucos se impregnava em sua alma o deixando com feições demoníacas, tal energia é conhecida como Satsui no Hadou. Ambicioso, o jovem carateca deseja ser o mais forte e mesmo com os inúmeros avisos de seu mestre, Gouki constantemente flerta o Satsui no Hadou, pois sabe que com esse poder ele será praticamente invencível, mesmo com os sérios riscos que essa abolida arte oferece.

Numa discussão, Gouki questiona seu mestre sobre a proibição do uso da técnica, Goutetsu simplesmente ordena que Gouki se afaste dela por ser unicamente voltada à morte. Goutetsu alerta Gouken sobre os perigos que seu irmão está correndo ao se envolver com o que ele não pode dominar, mas já domado pelo Satsu no Hadou e em um momento de raiva e frustração, Gouki assassina seu mentor e toma para si o colar de orações de seu mestre – objeto que se torna tão característico do personagem.

Ryu passa a fazer parte da trama quando viaja ao Japão para homenagear o aniversário de morte de seu mestre, Gouken. No decorrer do filme outros personagens são devidamente inseridos, tais como Sakura que vai atrás de Ryu a pedido de Ken, enquanto Ryu passa a demonstrar que o Satsu no Hadou será uma sina em sua jornada para tornar-se mais forte.

CONSIDERAÇÕES

Apesar do pouco sucesso que a Capcom tem nos cinemas – devido as péssimas adaptações, como Street Fighter - A Lenda de Chun-Li e a cine-série Resident Evil de Paul W.S. Anderson – a produtora japonesa sempre é competente e bem recebida em suas animações lançadas para DVD e BluRay, tais como os outro filmes da série Street Fighter, Dark Stalkers e Resident Evil. Street Fighter Alpha: Generations é essencial para quem gosta da franquia e de animações com história bem direcionada e ótimas cenas de combate.

AVALIAÇÃO: Ótimo

FICHA TÉCNICA

TÍTULO ORIGINAL: Street Fighter Alpha: Generations
GÊNERO: Drama, Ação
ORIGEM: Japão
ANO: 2005
DIREÇÃO: Ikuo Kuwana
ROTEIRO: Mitsuhiro Yamada
VOZES DO ELENCO PRINCIPAL: Yasuyuki Kase (Ryu), Yuri Amano (Fuka / Sayaka), Eiji Hanawa (Ken Masters), Mao Kawasaki (Sakura Kasugano), Daisuke Gôri (Gouki), Kinryû Arimoto (Goutetsu) e Tadashi Saitô (Gouken)


Confiram o vídeo Street Fighter Alpha: Generations:


REVIEW | RESIDENT EVIL 6

Quando Resident Evil 4 foi lançado, em janeiro de 2005, para a geração passada de consoles, foi um divisor de águas, pois abria mão do gênero survival horror para admitir uma jogabilidade de ação, além de seus quebra-cabeças serem  de soluções fáceis não pedindo muito raciocínio ao jogador. Isso, na época, gerou polêmica, já que os fãs mais "xiitas" da série torceram o nariz para mudança enquanto esse novo estilo chamava a atenção de novos seguidores para a franquia mais rentável da Capcom. De qualquer forma, RE4 se firmou um excelente jogo, sendofeliz em tudo o que propunha fazer.

REVIEW | RESIDENT EVIL: CONDENAÇÃO


Lançado em 2009, Resident Evil – Degeração foi bem aceito pelos fãs da série de videogame, pois a animação de Makoto Kamiya era fiel aos princípios dos jogos e sendo mais bem vista até mesmo que os filmes hollywoodianos baseados na franquia e dirigidos por Paul W.S. Anderson (DOA – Vivo ou Morto e Os Três Mosqueteiros). Felizmente, a Capcom e a Sony Picture Entertainment se juntaram uma vezes mais e trouxeram a seqüência de Degeração novamente pelas mãos de Makoto Kamiya.

CHEGOU SEM AVISAR, MAS FEZ A DIFERENÇA


Resident Evil – Condenação foi lançado sem divulgação expressiva pelas mídias, talvez por conta disso gerou ainda mais duvidas em relação a trama nos poucos vídeos promocionais disseminados antes de seu lançamento. Entretanto, mesmo com pouca informação sobre o enredo, tudo parecia bonito e grandioso - e assim é.


Em Condenação, Kamiya e sua equipe de produção otimizaram tecnicamente tudo o que deu certo e o que não deu na animação lançada em 2009. Aqui já não há mais personagens com expressões faciais imperceptíveis, muito pelo contrário, a naturalidade e a expressividade dos personagens ficaram ótimas, fazendo com que o espectador crie vínculos com alguns deles, e diferente de seu antecessor este trás cenários diversificados com naturalidade e riqueza de detalhes não sendo mais só um plano de fundo para a ação que se segue.

ENREDO SÉRIO E BEM DESENVOLVIDO


Outro aspecto a ser exaltado é a trama do filme que está mais complexa e madura, lembrando até mesmo alguns jogos da franquia mais rentável da Capcom. O enredo segue de forma independente em relação os games e carrega consigo intrigas políticas entre nações e bioterrorismo. Mas, o que auxilia a seriedade da trama é que o longa-metragem de inicio margeia eventos históricos para integrar o espectador.


O filme se passa na República Eslava do Leste que é assolada pela guerra civil. E não de passagem, Leon S. Kennedy está lá para investigar compras e vendas de armas biológicas, o que o leva a conhecer Buddy, personagem com quem o protagonista divide a tela na maior parte do tempo, assim ambos têm suas experiências e motivações exploradas em meio ao conflito. Ada Wong é outro rosto conhecido da série que é acrescida ao filme para fazer o que faz de melhor: não ficar de nenhum dos lados. Falando assim soa superficial, mas não é. Ela é responsável por tencionar a trama desequilibrando variavelmente os dois lados.

LEON DE NOVO...

Não diferente de qualquer Resident, Condenação trata de complexas alianças, interesses obscuros e a busca pela verdade. No entanto, fica uma questão em aberto: a escolha do protagonista. Leon se firmou ao longo da série de videogames como um personagem de investigação e que trata de situações onde a discrição é necessária, ou seja, Leon é um agente especialista em missões de contenção. Já Chris Redfield ficou incumbido de assunto militares e de segurança, pois é um dos membros mais importantes da BSAA, responsável por combater a proliferação e a venda ilegal de armas biológicas.


Sim, seria adequado ver Chris como personagem principal do filme, mas isso diminuiria conceitualmente a problemática tratada na trama, já que o protagonista de RE5 conta com o apoio massivo da BSAA, o que facilitaria a resolução do conflito. Por sua vez, Leon costuma agir sozinho e isso torna tudo mais difícil, que por consequência justifica a produção do filme.

CONSIDERAÇÕES

Resident Evil – Condenação é uma bela animação, com ótimas cenas de ação e enredo competente. Quem gostou de Degeneração tem todos os motivos para se deleitar com esse titulo, que aparentemente tem ligação com o ultimo jogo da franquia, Resident Evil 6, pois a animação se passa na República Eslava - no leste europeu - assim como o game tem eventos na Edonia – também no leste da Europa - onde Chris e um esquadrão da BSAA são enviados, pois lá também há conflitos, ou seja, a guerra civil de uma nação pode ter reflexos em outra.

AVALIAÇÃO: Bom

FICHA TÉCNICA

TÍTULO ORIGINAL: Resident Evil – Damnation
GÊNERO: Animação, Ação, Terror
ORIGEM: Japão
ANO: 2012
DIREÇÃO: Makoto Kamiya
ROTEIRO: Shotaro Suga
VOZES DO ELENCO PRINCIPAL: Paul Mercier (Leon S. Kennedy), Dave Wittenberg (Buddy), Wendee Lee (Svetlana Belikova), Val Tasso (JD) e Courtenay Taylor (Ada Wong )

Confira o trailer de Resident Evil – Condenação:


REVIEW | RESIDENT EVIL: DEGENERAÇÃO


Resident Evil é uma franquia baseada em uma série de jogos de videogames que nasceu em 1996 nos estúdios da Capcom - produtora japonesa de jogos eletrônicos. O sucesso de Resident Evil nos games é inegável e mesmo com seus "altos" e "baixos" transformou-se em uma marca que abrange diversas mídias, tai como videogames, histórias em quadrinho, livros, animações e cinema.